A Revolução
Era ano de vestibular, todos na sala estavam se preparando, estudando e se concentrando. Dentre todos os alunos naquela sala, havia alguns que se destacavam. Eles haviam estudado muito nos anos anteriores; nada no 3º ano lhes pareceu novo ou difícil.
Contudo, situações complexas nas vidas deles fizeram com que eles abandonassem os estudos e começassem a viver uma vida diferente. Eles decidiram que juntos iriam abolir o exame “Vestibular”. Para eles, um dos grandes focos vestibulísticos era o exame “Fu-Vestibular” – o qual era responsável pela entrada em 90% das universidades do país. Tal foco precisava ser combatido para que a indústria desse tipo de prova fosse derrubada.
Inicialmente, os jovens tentaram derrubar o exame via petições nas prefeituras dos grandes centros urbanos, abaixo-assinados e afins. Eles alegavam que a prova era segregacionista e injusta e que tudo aquilo só existia para que a indústria do “Vestibular” pudesse lucrar mais. A “Fu-Vestibular” era a empresa que mais lucrava durante as provas no país, pois monopolizava o mercado de cursinhos, materiais didáticos e de escolas de “Ensino Médio”.
Após arduamente tentar derrubar a prova, os adolescentes acabaram despertando a ira dos diretores da “Fu-Vestibular”, que mandaram carrascos executarem os “combatentes”. Cientes de que algo desse tipo poderia acontecer, os amigos se esconderam em uma casa abandonada cujo endereço não era de conhecimento de ninguém.
A polícia ficou sabendo do possível atentado aos “protestantes” através de uma denúncia anônima, e o caso ficou conhecido nacionalmente. Uma infinidade de jovens, alguns aproveitadores apenas, saiu ás ruas para protestar contra a “Fu-Vestibular”. Todos os protestos foram televisionados pela “Rede Esfera” – canal detentor do monopólio da comunicação no país – e uma série de reportagens especiais denunciando a “Fu-Vestibular” foram exibidas no programa “Impressionante”, que passa de domingo à noite.
Depois de tamanho ataque, a “Fu-Vestibular” foi julgada, condenada e obrigada a fechar. Desde então, nunca mais houve uma prova de vestibular. As notas do “Boletim Escolar” agora serviriam para a entrada nas universidades.
Porém, no próximo ano, outro grupo de pessoas iria concorrer para as vagas. Dentre todos os alunos daquela outra turma, haviam alguns que tiravam notas mais altas e teriam mais chances de entrar. Entretanto, situações complexas nas suas vidas os levaram a abandonar os estudos e lutar por um outro modo de entrar nas universidades, como uma prova…
